Por Cassio E. Raposo do Amaral *
Neste ano de 2009, o Hospital Sobrapar comemora 30 anos. Em 1979, nascia nos fundos do antigo Hospital Álvaro Ribeiro, em Campinas/SP, uma semente imbuída de um objetivo: oferecer esperança às pessoas carentes portadoras de deformidades na face e na cabeça.
Por definição, a esperança é um sentimento de motivação que induz o ser humano a esperar um evento transformador. Foi demonstrado pela ciência moderna que o ser humano consegue permanecer vivo alguns poucos dias sem água, algumas poucas semanas sem comida, mas, certamente, ficamos vivos poucos segundos sem esperança.
A gestação é um exemplo de um período que envolve o sentimento de esperança de muitas pessoas. A mãe, o pai e os demais familiares realmente esperam uma criança perfeita, mas, infelizmente, não é sempre assim.
A presença do lábio leporino ou fechamento precoce da moleira ou qualquer outra deformidade no rosto ou na cabeça engatilham o sentimento de culpa, angústia e medo. “O que eu fiz de errado?”, “por que meu filho nasceu assim?”. Estas são as perguntas mais frequentes que ouço durante meus dias de ambulatório no Hospital Sobrapar.
A presença do atendimento multiprofissional a cada criança portadora de deformidade craniofacial devolve a esperança de que a família ficará amparada por 20 anos, tempo médio do tratamento do paciente portador de lábio leporino e outras deformidades craniofaciais.
Se eu pudesse resumir 30 anos de história do Hospital Sobrapar em duas palavras, estas certamente seriam esperança e motivação. A motivação do seu pioneiro Prof. Dr. Cassio Menezes Raposo do Amaral transformou a pequena semente em uma grande árvore.
A Sobrapar foi recentemente agraciada como um dos melhores hospitais do Estado de São Paulo que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Fazemos atendimento multiprofissional e interdisciplinar de excelência nas áreas de cirurgia plástica, fonoaudiologia, ortodontia, odontologia, cirurgia craniomaxilofacial, próteses bucomaxilofaciais, psicologia e serviço social. Realizamos mais de 1200 cirurgias e 19 mil atendimentos anuais em pacientes portadores de deformidades congênitas e adquiridas como consequência de trauma, queimaduras e tumores.
Nestes 30 anos, certamente devemos expressar nossos sinceros agradecimentos a cada um dos colaboradores eméritos, beneméritos e membros do Conselho Fiscal e Deliberativo, e a toda a comunidade de Campinas que tem nos apoiado.
Nossa recompensa é o reconhecimento nacional e internacional pela excelência do trabalho desenvolvido pelos profissionais e pela equipe do hospital.
Apesar das nossas inúmeras dificuldades, lutaremos para continuar oferecendo a esperança de uma face e a transformação da vida de nossos pacientes.
Esta é sem dúvida a nossa motivação.
* Cirurgião-plástico e vice-presidente da Sobrapar.
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Esta é uma postagem da Associação Brasileira de Fissuras Palatinas
Este espaço foi criado para informar sobre as atividades da Associação Brasileira de Fissuras Palatinas, bem como informações genéricas sobre as anomalias craniofaciais, com especial destaque para as fissuras labiopalatinas. Sede - Rua Presbítero Porfírio Gomes da Silva, 1757 - Bloco B/101 - Capim Macio - Natal/RN - 59.082-420 - Presidência: 84 -3219.6007 - 98808.3545 (OI-Whatsapp) - abfprn2@gmail.com - rubensbazevedo@gmail.com
terça-feira, 12 de maio de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Curso de Educação Continuada em Anomalias Crânio-Faciais
TEMA 2009: FISSURAS LÁBIO-PALATINAS
Promoção: Associação Brasileira de Fissuras Palatinas/RN
Apoio: - HOSPED/UFRN; - Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial/RN; - Conselho Regional de Medicina/RN; - Conselho Regional de Odontologia/RN
- Sindicato dos Odontologistas do RN
Local: Auditório do Hospital Pediátrico - 3º Andar (Anexo Administrativo)
(Entrada pela lateral da Maternidade Januário Cicco)
Carga Horária: 16 horas/aula - 08 Módulos mensais - 2ª quarta-feira do mês - 19 às 21hs
INVESTIMENTO NOS 08 MÓDULOS DO CURSO:
- Profissionais: R$20,00; - Graduandos: R$10,00; - Associados: Facultativo
Certificado: Aos participantes com 75% de presença total
INSCRIÇÕES: HOSPED - 1º Andar (Secretaria da Direção) / SEDE DA ABFP-RN
CALENDÁRIO E MINISTRADORES:
13.05 - Introdução e Anatomia Patológica das Fissuras Labiopalatinas:
Dr. Kleber Nobre - Cirurgião Plástico /
Abordagem Interdisciplinar no Tratamento das Fissuras Labiopalatinas:
Dr. Leonardo Spencer - Cirurgião Plástico do HOSPED
10.06 - Princípios de Fonoaudiologia Aplicados aos Portadores de Fissuras Labiopalatinas: Dra. Sandra Oliveira - Fonoaudióloga do HOSPED /
Distúrbios da Comunicação em Portadores de Fissuras Labiopalatinas:- Aspectos Fonoaudiológicos: Profª Lourdes Barnadete: Coordenadora do Curso de Fonoaudiologia da UFRN
08.07 - Crescimento Craniofacial nas Fissuras Labiopalatinas:
Dr. Edilson Pinto Jr. - Cirurgião de Cabeça e Pescoço
- Tratamento Odontológico Precoce em Fissuras Labiopalatinas /
- Tratamento Ortopédico Facial nos Fissurados: Trações Esqueléticas:
Dra. Anna Katharina Raposo - Ortopedista Facial
12.08 - Fissuras Labiais/Fissuras Palatinas: Dr. Leonardo Spencer (HOSPED)
09.09 - Fissura Labiopalatina: Unilateral e Bilateral:
Dr. Leonardo Spencer
14.10 - Tratamento Primário da Deformidade Nasal do Fissurado /
Nariz de Fissurado: Dr. Leonardo Spencer
11.11 - Insuficiência Velofaríngea / Deformidades Secundárias e
Sequelas de Fissuras Labiopalatinas: Dr. Kleber Nobre - Cirurgião Plástico
09.12 - Osteotomias Faciais nos Portadores de Fissuras Labiopalatinas:
Dr. Edilson Pinto Jr. - Cirurgião de Cabeça e Pescoço
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Encerramento - Entrega dos Certificados
Promoção: Associação Brasileira de Fissuras Palatinas/RN
Apoio: - HOSPED/UFRN; - Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial/RN; - Conselho Regional de Medicina/RN; - Conselho Regional de Odontologia/RN
- Sindicato dos Odontologistas do RN
Local: Auditório do Hospital Pediátrico - 3º Andar (Anexo Administrativo)
(Entrada pela lateral da Maternidade Januário Cicco)
Carga Horária: 16 horas/aula - 08 Módulos mensais - 2ª quarta-feira do mês - 19 às 21hs
INVESTIMENTO NOS 08 MÓDULOS DO CURSO:
- Profissionais: R$20,00; - Graduandos: R$10,00; - Associados: Facultativo
Certificado: Aos participantes com 75% de presença total
INSCRIÇÕES: HOSPED - 1º Andar (Secretaria da Direção) / SEDE DA ABFP-RN
CALENDÁRIO E MINISTRADORES:
13.05 - Introdução e Anatomia Patológica das Fissuras Labiopalatinas:
Dr. Kleber Nobre - Cirurgião Plástico /
Abordagem Interdisciplinar no Tratamento das Fissuras Labiopalatinas:
Dr. Leonardo Spencer - Cirurgião Plástico do HOSPED
10.06 - Princípios de Fonoaudiologia Aplicados aos Portadores de Fissuras Labiopalatinas: Dra. Sandra Oliveira - Fonoaudióloga do HOSPED /
Distúrbios da Comunicação em Portadores de Fissuras Labiopalatinas:- Aspectos Fonoaudiológicos: Profª Lourdes Barnadete: Coordenadora do Curso de Fonoaudiologia da UFRN
08.07 - Crescimento Craniofacial nas Fissuras Labiopalatinas:
Dr. Edilson Pinto Jr. - Cirurgião de Cabeça e Pescoço
- Tratamento Odontológico Precoce em Fissuras Labiopalatinas /
- Tratamento Ortopédico Facial nos Fissurados: Trações Esqueléticas:
Dra. Anna Katharina Raposo - Ortopedista Facial
12.08 - Fissuras Labiais/Fissuras Palatinas: Dr. Leonardo Spencer (HOSPED)
09.09 - Fissura Labiopalatina: Unilateral e Bilateral:
Dr. Leonardo Spencer
14.10 - Tratamento Primário da Deformidade Nasal do Fissurado /
Nariz de Fissurado: Dr. Leonardo Spencer
11.11 - Insuficiência Velofaríngea / Deformidades Secundárias e
Sequelas de Fissuras Labiopalatinas: Dr. Kleber Nobre - Cirurgião Plástico
09.12 - Osteotomias Faciais nos Portadores de Fissuras Labiopalatinas:
Dr. Edilson Pinto Jr. - Cirurgião de Cabeça e Pescoço
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Encerramento - Entrega dos Certificados
sexta-feira, 17 de abril de 2009
HOMENAGEM A TIRADENTES
TIRADENTES: ALGUMAS DATAS
Por Rubens Barros de Azevedo - 2º Secretário da Academia Tiradentes de Odontologia (ATO) e Presidente da Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores (SBDE).
JUSTIFICATIVA: Ao ensejo de mais um “Dia de Tiradentes”, 21.04.2009, feriado nacional em honra ao 1º grande mártir da Independência do Brasil, Patrono Cívico da Pátria e da Odontologia, foi elaborada esta compilação onde estão alinhados alguns fatos e respectivas datas significativas de eventos protagonizados pelo nosso herói durante sua curta, porém, gloriosa passagem terrena.
1745 - há 264 anos - (sem registro de dia e mês): Nascimento - JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, nasceu em Pombal (hoje, Cidade de Tiradentes) - distrito de São João d’el Rei/MG.
12.11.1749: BATIZADO - O padrinho, Sebastião Ferreira Leitão, ensinou-lhe o ofício de “dentista”, como, mais tarde, ficou conhecido.
1755 (sem registro de dia e mês): FALECIMENTO DA MÃE - Dª Maria Antônia da Encarnação Xavier (Mineira).
1757 (Idem): FALECIMENTO DO PAI - Domingos da Silva Santos (Português - pequeno fazendeiro, que lhe deixou algumas terras.
1760 (Idem): “O DENTISTA” - Órfão de pai e de mãe, foi obrigado a trabalhar em várias atividades, uma delas como “Dentista” (prático, pois ainda não havia tal formação), graças à incrível habilidade com que removia e colocava novos dentes feitos por ele mesmo, daí o apelido de “Tiradentes”; na verdade, ele preferia aconselhar os pacientes a conservar os dentes naturais, através de práticas preventivas, certamente de maneira pioneira para a época.
OUTRAS PROFISSÕES - Também receitava medicamentos baseados na flora local, pois se tornou sócio de uma botica de assistência à pobreza, na ponte do Rosário, em Vila Rica, onde se dedicou também às práticas farmacêuticas. Trabalhou também como mascate e aprendeu mineração, o que muito lhe ajudou na “prática odontológica”, uma vez que esculpia dentes em substituição aos que eram extraídos por ele.
1767 (sem registro de dia e mês): EMANCIPAÇÃO - Joaquim José solicitou às autoridades portuguesas a sua emancipação, alegando que precisava tratar de sua fazenda (negócios); a maioridade naquela época só se dava aos 25 anos de idade e nosso herói estava, apenas, com 22 anos. Após esta data, é que Joaquim José deve ter se tornado tropeiro. Especula-se que ele tenha feito comércio entre a Bahia e Minas, mas o certo é que apareceu em Minas Novas, no vale do Jequitinhonha, ao norte da capitania, onde se envolveu em uma briga e foi preso por ter defendido um negro que estava sendo açoitado em praça pública por seu dono.
01.12.1775: ALISTAMENTO - Regimento de Dragões de Minas Gerais, corporação criada em 27.04.1775; ingressou já no posto de Alferes, que corresponde ao posto de 2º Tenente; serviu na região de Sete Lagoas/MG, onde havia um registro de entrada de mercadorias, e depois no famoso caminho novo que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Foi nomeado por D. Rodrigo José de Menezes, para comandante do patrulhamento dessa importante via, por onde escoava todo o carregamento de ouro que via embarcar no porto em direção ao reino português. Nesse comando se estabeleceu na Fazenda da Rocinha da Negra, e de lá, debelou a bandidagem que infestava esses caminhos.
1783: (sem registro de dia e mês) - FATOS MARCANTES - Fora nomeado para governador da capitania de Minas Gerais, D. Luís da Cunha Meneses, muito arbitrário e violento. As jazidas de ouro em Minas Gerais começavam a se esgotar, fato não compreendido pela Coroa, que instituiu a cobrança da "Derrama" na região, desde 1751, uma taxação compulsória em que a população deveria completar a cota anual imposta por lei (100 arrobas de ouro = 1.500 quilos), quando esta não era atingida. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, 20% (vinte por cento) de todo o ouro encontrado, que acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem ter pagado o imposto) sofriam pesadas penas, inclusive o degredo, sendo enviados à força para o território africano.
1785: (Idem) - Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em território brasileiro.
1786: (Idem) - O ESTUDIOSO - A mando do governador da capitania de Vila Rica, Tiradentes fez brilhantes estudos demográficos, geográficos, geológicos, mineralógicos - tanto de aplicação civil quanto militar.
1787: (Idem) - INÍCIO DOS CONTATOS - O Alferes pediu licença de seu cargo e foi para o Rio de Janeiro, onde conversou com os comerciantes seus conhecidos sobre as ideias de independência. Lá encontrou o seu conterrâneo, Dr. José Alves Maciel, que acabava de chegar da Europa, empolgando-se com as suas ideias libertárias.
A FAMÍLIA: Embora Joaquim José nunca tenha se casado, teve 2 filhos: João, com a mulata Eugênia Joaquina da Silva, e Joaquina, com a ruiva Antônia Maria do Espírito Santo.
O PROJETISTA: Morou cerca de um ano no Rio, quando desenvolveu projetos de vulto como a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para melhoria do abastecimento de água da Capital, mas não obteve deferimento dos seus pedidos para execução dessas obras. Os projetos foram rejeitados pelo vice-rei, porém, aproveitados mais tarde por D. João VI, o que fez aumentar seu desejo de liberdade do domínio português.
1788: INÍCIO DA CONSPIRAÇÃO - Nosso herói voltou a Minas Gerais, onde pregou a liberdade e a independência por toda parte: nas estalagens onde ficava hospedado, nas fazendas, nas casas de prostituição, nas vendas, nas boticas e lojas, e mesmo no seio da tropa. Um grupo de intelectuais, fazendeiros, mineradores, militares e do clero se reuniu em Vila Rica, ora em casa de Contratador de Entradas, ora em casa do Comandante da Milícia, Francisco de Paula Freire de Andrada. Em uma reunião, o coronel Alvarenga Peixoto sugeriu que deveriam adotar o lema baseado nos versos de Virgílio (Públio Virgílio Maro, Poeta romano - 70-19 a.C) “Libertas quae sera tamem” (Liberdade, ainda que tardia) na bandeira da sonhada nova nação - hoje, adotado pelo Estado de Minas Gerais. A senha para deflagração do movimento seria “tal dia será o batizado...”, em alusão a uma festa de batizado realizada na casa do Padre Toledo, em outubro de 1788, onde se falou muito de uma insurreição.
FINALIDADE DO MOVIMENTO: A conspiração tinha por finalidade eliminar a dominação portuguesa das Minas Gerais, criando naquela Capitania um país livre. Na verdade, não havia a intenção de libertar toda a colônia brasileira, pois naquele momento não havia, ainda, uma identidade nacional. Mais tarde, após a vitória mineira, o plano era estender o Movimento ao Rio de Janeiro e, em seguida, às demais Capitanias.
1789: (Março) - A TRAIÇÃO - Tiradentes voltou ao Rio de Janeiro, onde foi preso, depois de denunciado pelo coronel Joaquim Silvério dos Reis, que sabia do seu paradeiro, pois fingia ser amigo e companheiro do nosso herói, acompanhando-o em sua fuga a mando do Governador de Minas Gerais. Silvério denunciou o movimento, em troca do perdão de suas dívidas para com a Coroa Portuguesa. Foi quando o Governador, Luís Antônio Furtado de Mendonça, visconde de Barbacena, suspendeu a derrama e ordenou a prisão dos insurretos.
A PRISÃO: Joaquim José, acusado de conspiração, foi recolhido à fortaleza da Ilha das Cobras, onde passou quase 03 anos encarcerado, e respondendo a longos interrogatórios; no início negou toda a trama, mas, depois de saber que todos (supostamente) já tinham confessado, assumiu toda a culpa, isentando seus companheiros.
OS OUTROS CONSPIRADORES: Dentre outros, destacavam-se os poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga; os coronéis Domingos de Abreu Vieira e Francisco Antônio de Oliveira Lopes; os padres José da Silva e Oliveira Rolim e Carlos Corrêa de Toledo; o cônego Luís Vieira da Silva; o sargento-mor Luís Vaz de Toledo Pisa; o minerador Inácio José de Alvarenga Peixoto. Um deles, o Poeta Cláudio Manuel da Costa, faleceu na prisão, ainda em Vila Rica (hoje Ouro Preto), mas acredita-se que tenha Sid o assassinado, suspeitando-se que a mando do próprio Governador.
DESTINO DOS CONSPIRADORES: Todos foram detidos e também enviados para o Rio de Janeiro, onde responderam também a longo interrogatório pelo crime de inconfidência (falta de fidelidade ao rei). Todos negaram a participação no Movimento, mas, diante das provas, foram condenados.
18.04.1792: A SENTENÇA - Nessa data, foi lida a sentença: condenação à morte. Mas, em audiência no dia seguinte, por Decreto de D. Maria I, todos, à exceção de Tiradentes, tiveram a pena comutada para degredo em colônias portuguesas da África.
21.04.1792 - há 217 anos: A EXECUÇÃO - Tiradentes foi executado em alto cadafalso erguido no Campo da Lampadosa (atual Praça Tiradentes, desde 1890), centro do Rio de Janeiro, às onze horas e vinte minutos, após grandes pompas e cortejo pelas principais ruas.
O ESQUARTEJAMENTO - Seu corpo foi esquartejado a machado, salgado e colocado em postes à beira das estradas de Minas Gerais (principalmente em Cebolas, Barbacena e Varginha do Lourenço, lugares onde fizera seus discursos revolucionários), para inibir qualquer tentativa do povo de fazer Movimentos idênticos. A cabeça foi reservada à praça principal de Vila Rica, diante da Câmara e do Palácio do governo (mais tarde, roubada e nunca mais recuperada...). Sua antiga residência, na Rua São José, foi demolida, o terreno salgado e erguido um padrão de ignomínia; sua descendência foi declarada infame até a 5ª geração.
OBSCURANTISMO: Logo após a Independência do Brasil, Tiradentes permaneceu historicamente obscuro durante o Império, pois os dois monarcas, D. Pedro I e D. Pedro II, pertenciam à linha da Casa de Bragança, sendo, respectivamente, neto e bisneto de D. Maria I, que decretou a sentença de morte de Joaquim José.
MAÇONARIA: Assim como aconteceu em vários outros episódios da nossa história, essa Organização também participou da Inconfidência Mineira, constando que a maioria (ou todos) os insurretos pertenciam à Ordem Maçônica. Naquela época, a maçonaria permitia que se fizessem iniciações fora dos templos por um irmão com autoridade para tal, o que era denominado de “Iniciação por Comunicação”, suprimida em 1907. E assim, consta que José Álvares Maciel iniciou Joaquim José da Silva Xavier, possivelmente no Arraial do Tijuco (hoje, Diamantina/MG). A própria bandeira do Estado de Minas Gerais foi inspirada na Maçonaria: o triângulo no centro da bandeira, com inclusão da já citada inscrição. É preciso lembrar que não há registros precisos sobre a atuação da Maçonaria nesse episódio, até porque a repressão portuguesa era intensa e os participantes não poderiam deixar documentos que os denunciasse, daí a imprecisão de fatos, datas, etc..
15.11.1889 - RESSURGIMENTO: Com a Proclamação da República, Tiradentes foi a personificação da sua identidade, tornando-se um mito, porque, até então, era considerado um “vilão”. Os novos governantes, Marechal Deodoro da Fonseca (Maçon) e Marechal Floriano Peixoto, precisavam criar um novo país, com novos valores, novas idéias, nova história e novos heróis, dos quais todas as pessoas deveriam se orgulhar.
FIGURA MÍTICA: Eis porque conhecemos a sua tradicional figura, de barba grande, cabelo comprido e camisolão, à beira do patíbulo, assemelhada a Jesus Cristo, mas pouco plausível, uma vez que, como militar, o máximo que lhe seria permitido era um discreto bigode. Depois, na prisão, onde passou os últimos três anos de sua vida, os detentos eram obrigados a fazer a barba e cortar os cabelos, a fim de evitar piolhos. Além disso, no momento da execução, todos os condenados à forca deveriam ter a cabeça e a barba raspadas, para que não interferissem no ato fatídico.
IDEAL A SER SEGUIDO: Nada, porém, será capaz de menosprezar ou diminuir a importância da trajetória do nosso Patrono, que tanto lutou para fazer do Brasil uma nação proporcional ao seu imenso território geográfico.
A ”FORTUNA”: É importante observar que a “fortuna” deixada por ele foi: um relógio de bolso e uma sacola com algum instrumental odontológico.
A HERANÇA Porém, a verdadeira herança que ele nos legou foi a sua obsessão pela justiça, pois deixou-nos a mensagem de que o seu sonho e de seus companheiros de ideal pode se tornar realidade. Lutemos por uma Nação sempre íntegra, moderna, livre, com o povo exercendo o seu pleno e consciente poder de cidadania, com a ótima qualidade de vida de que se faz merecedor.
Fontes:
Prof. Olinto Rodrigues dos Santos Filho, do Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural e do Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes (Cidade); www.pt.wikipedia.org; www.colegiosaofrancisco.com.br;
Livro: “Sociedades Secretas” (A. Tenório de Albuquerque);
www.infonet.com.br; www.geocities.com; www.portuguesmania.com.ar;
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Esta é uma postagem da Associação Brasileira de Fissuras Palatinas
Por Rubens Barros de Azevedo - 2º Secretário da Academia Tiradentes de Odontologia (ATO) e Presidente da Sociedade Brasileira de Dentistas Escritores (SBDE).
JUSTIFICATIVA: Ao ensejo de mais um “Dia de Tiradentes”, 21.04.2009, feriado nacional em honra ao 1º grande mártir da Independência do Brasil, Patrono Cívico da Pátria e da Odontologia, foi elaborada esta compilação onde estão alinhados alguns fatos e respectivas datas significativas de eventos protagonizados pelo nosso herói durante sua curta, porém, gloriosa passagem terrena.
1745 - há 264 anos - (sem registro de dia e mês): Nascimento - JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, nasceu em Pombal (hoje, Cidade de Tiradentes) - distrito de São João d’el Rei/MG.
12.11.1749: BATIZADO - O padrinho, Sebastião Ferreira Leitão, ensinou-lhe o ofício de “dentista”, como, mais tarde, ficou conhecido.
1755 (sem registro de dia e mês): FALECIMENTO DA MÃE - Dª Maria Antônia da Encarnação Xavier (Mineira).
1757 (Idem): FALECIMENTO DO PAI - Domingos da Silva Santos (Português - pequeno fazendeiro, que lhe deixou algumas terras.
1760 (Idem): “O DENTISTA” - Órfão de pai e de mãe, foi obrigado a trabalhar em várias atividades, uma delas como “Dentista” (prático, pois ainda não havia tal formação), graças à incrível habilidade com que removia e colocava novos dentes feitos por ele mesmo, daí o apelido de “Tiradentes”; na verdade, ele preferia aconselhar os pacientes a conservar os dentes naturais, através de práticas preventivas, certamente de maneira pioneira para a época.
OUTRAS PROFISSÕES - Também receitava medicamentos baseados na flora local, pois se tornou sócio de uma botica de assistência à pobreza, na ponte do Rosário, em Vila Rica, onde se dedicou também às práticas farmacêuticas. Trabalhou também como mascate e aprendeu mineração, o que muito lhe ajudou na “prática odontológica”, uma vez que esculpia dentes em substituição aos que eram extraídos por ele.
1767 (sem registro de dia e mês): EMANCIPAÇÃO - Joaquim José solicitou às autoridades portuguesas a sua emancipação, alegando que precisava tratar de sua fazenda (negócios); a maioridade naquela época só se dava aos 25 anos de idade e nosso herói estava, apenas, com 22 anos. Após esta data, é que Joaquim José deve ter se tornado tropeiro. Especula-se que ele tenha feito comércio entre a Bahia e Minas, mas o certo é que apareceu em Minas Novas, no vale do Jequitinhonha, ao norte da capitania, onde se envolveu em uma briga e foi preso por ter defendido um negro que estava sendo açoitado em praça pública por seu dono.
01.12.1775: ALISTAMENTO - Regimento de Dragões de Minas Gerais, corporação criada em 27.04.1775; ingressou já no posto de Alferes, que corresponde ao posto de 2º Tenente; serviu na região de Sete Lagoas/MG, onde havia um registro de entrada de mercadorias, e depois no famoso caminho novo que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais. Foi nomeado por D. Rodrigo José de Menezes, para comandante do patrulhamento dessa importante via, por onde escoava todo o carregamento de ouro que via embarcar no porto em direção ao reino português. Nesse comando se estabeleceu na Fazenda da Rocinha da Negra, e de lá, debelou a bandidagem que infestava esses caminhos.
1783: (sem registro de dia e mês) - FATOS MARCANTES - Fora nomeado para governador da capitania de Minas Gerais, D. Luís da Cunha Meneses, muito arbitrário e violento. As jazidas de ouro em Minas Gerais começavam a se esgotar, fato não compreendido pela Coroa, que instituiu a cobrança da "Derrama" na região, desde 1751, uma taxação compulsória em que a população deveria completar a cota anual imposta por lei (100 arrobas de ouro = 1.500 quilos), quando esta não era atingida. Os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, 20% (vinte por cento) de todo o ouro encontrado, que acabava nos cofres portugueses. Aqueles que eram pegos com ouro “ilegal” (sem ter pagado o imposto) sofriam pesadas penas, inclusive o degredo, sendo enviados à força para o território africano.
1785: (Idem) - Portugal decretou uma lei que proibia o funcionamento de indústrias fabris em território brasileiro.
1786: (Idem) - O ESTUDIOSO - A mando do governador da capitania de Vila Rica, Tiradentes fez brilhantes estudos demográficos, geográficos, geológicos, mineralógicos - tanto de aplicação civil quanto militar.
1787: (Idem) - INÍCIO DOS CONTATOS - O Alferes pediu licença de seu cargo e foi para o Rio de Janeiro, onde conversou com os comerciantes seus conhecidos sobre as ideias de independência. Lá encontrou o seu conterrâneo, Dr. José Alves Maciel, que acabava de chegar da Europa, empolgando-se com as suas ideias libertárias.
A FAMÍLIA: Embora Joaquim José nunca tenha se casado, teve 2 filhos: João, com a mulata Eugênia Joaquina da Silva, e Joaquina, com a ruiva Antônia Maria do Espírito Santo.
O PROJETISTA: Morou cerca de um ano no Rio, quando desenvolveu projetos de vulto como a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para melhoria do abastecimento de água da Capital, mas não obteve deferimento dos seus pedidos para execução dessas obras. Os projetos foram rejeitados pelo vice-rei, porém, aproveitados mais tarde por D. João VI, o que fez aumentar seu desejo de liberdade do domínio português.
1788: INÍCIO DA CONSPIRAÇÃO - Nosso herói voltou a Minas Gerais, onde pregou a liberdade e a independência por toda parte: nas estalagens onde ficava hospedado, nas fazendas, nas casas de prostituição, nas vendas, nas boticas e lojas, e mesmo no seio da tropa. Um grupo de intelectuais, fazendeiros, mineradores, militares e do clero se reuniu em Vila Rica, ora em casa de Contratador de Entradas, ora em casa do Comandante da Milícia, Francisco de Paula Freire de Andrada. Em uma reunião, o coronel Alvarenga Peixoto sugeriu que deveriam adotar o lema baseado nos versos de Virgílio (Públio Virgílio Maro, Poeta romano - 70-19 a.C) “Libertas quae sera tamem” (Liberdade, ainda que tardia) na bandeira da sonhada nova nação - hoje, adotado pelo Estado de Minas Gerais. A senha para deflagração do movimento seria “tal dia será o batizado...”, em alusão a uma festa de batizado realizada na casa do Padre Toledo, em outubro de 1788, onde se falou muito de uma insurreição.
FINALIDADE DO MOVIMENTO: A conspiração tinha por finalidade eliminar a dominação portuguesa das Minas Gerais, criando naquela Capitania um país livre. Na verdade, não havia a intenção de libertar toda a colônia brasileira, pois naquele momento não havia, ainda, uma identidade nacional. Mais tarde, após a vitória mineira, o plano era estender o Movimento ao Rio de Janeiro e, em seguida, às demais Capitanias.
1789: (Março) - A TRAIÇÃO - Tiradentes voltou ao Rio de Janeiro, onde foi preso, depois de denunciado pelo coronel Joaquim Silvério dos Reis, que sabia do seu paradeiro, pois fingia ser amigo e companheiro do nosso herói, acompanhando-o em sua fuga a mando do Governador de Minas Gerais. Silvério denunciou o movimento, em troca do perdão de suas dívidas para com a Coroa Portuguesa. Foi quando o Governador, Luís Antônio Furtado de Mendonça, visconde de Barbacena, suspendeu a derrama e ordenou a prisão dos insurretos.
A PRISÃO: Joaquim José, acusado de conspiração, foi recolhido à fortaleza da Ilha das Cobras, onde passou quase 03 anos encarcerado, e respondendo a longos interrogatórios; no início negou toda a trama, mas, depois de saber que todos (supostamente) já tinham confessado, assumiu toda a culpa, isentando seus companheiros.
OS OUTROS CONSPIRADORES: Dentre outros, destacavam-se os poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga; os coronéis Domingos de Abreu Vieira e Francisco Antônio de Oliveira Lopes; os padres José da Silva e Oliveira Rolim e Carlos Corrêa de Toledo; o cônego Luís Vieira da Silva; o sargento-mor Luís Vaz de Toledo Pisa; o minerador Inácio José de Alvarenga Peixoto. Um deles, o Poeta Cláudio Manuel da Costa, faleceu na prisão, ainda em Vila Rica (hoje Ouro Preto), mas acredita-se que tenha Sid o assassinado, suspeitando-se que a mando do próprio Governador.
DESTINO DOS CONSPIRADORES: Todos foram detidos e também enviados para o Rio de Janeiro, onde responderam também a longo interrogatório pelo crime de inconfidência (falta de fidelidade ao rei). Todos negaram a participação no Movimento, mas, diante das provas, foram condenados.
18.04.1792: A SENTENÇA - Nessa data, foi lida a sentença: condenação à morte. Mas, em audiência no dia seguinte, por Decreto de D. Maria I, todos, à exceção de Tiradentes, tiveram a pena comutada para degredo em colônias portuguesas da África.
21.04.1792 - há 217 anos: A EXECUÇÃO - Tiradentes foi executado em alto cadafalso erguido no Campo da Lampadosa (atual Praça Tiradentes, desde 1890), centro do Rio de Janeiro, às onze horas e vinte minutos, após grandes pompas e cortejo pelas principais ruas.
O ESQUARTEJAMENTO - Seu corpo foi esquartejado a machado, salgado e colocado em postes à beira das estradas de Minas Gerais (principalmente em Cebolas, Barbacena e Varginha do Lourenço, lugares onde fizera seus discursos revolucionários), para inibir qualquer tentativa do povo de fazer Movimentos idênticos. A cabeça foi reservada à praça principal de Vila Rica, diante da Câmara e do Palácio do governo (mais tarde, roubada e nunca mais recuperada...). Sua antiga residência, na Rua São José, foi demolida, o terreno salgado e erguido um padrão de ignomínia; sua descendência foi declarada infame até a 5ª geração.
OBSCURANTISMO: Logo após a Independência do Brasil, Tiradentes permaneceu historicamente obscuro durante o Império, pois os dois monarcas, D. Pedro I e D. Pedro II, pertenciam à linha da Casa de Bragança, sendo, respectivamente, neto e bisneto de D. Maria I, que decretou a sentença de morte de Joaquim José.
MAÇONARIA: Assim como aconteceu em vários outros episódios da nossa história, essa Organização também participou da Inconfidência Mineira, constando que a maioria (ou todos) os insurretos pertenciam à Ordem Maçônica. Naquela época, a maçonaria permitia que se fizessem iniciações fora dos templos por um irmão com autoridade para tal, o que era denominado de “Iniciação por Comunicação”, suprimida em 1907. E assim, consta que José Álvares Maciel iniciou Joaquim José da Silva Xavier, possivelmente no Arraial do Tijuco (hoje, Diamantina/MG). A própria bandeira do Estado de Minas Gerais foi inspirada na Maçonaria: o triângulo no centro da bandeira, com inclusão da já citada inscrição. É preciso lembrar que não há registros precisos sobre a atuação da Maçonaria nesse episódio, até porque a repressão portuguesa era intensa e os participantes não poderiam deixar documentos que os denunciasse, daí a imprecisão de fatos, datas, etc..
15.11.1889 - RESSURGIMENTO: Com a Proclamação da República, Tiradentes foi a personificação da sua identidade, tornando-se um mito, porque, até então, era considerado um “vilão”. Os novos governantes, Marechal Deodoro da Fonseca (Maçon) e Marechal Floriano Peixoto, precisavam criar um novo país, com novos valores, novas idéias, nova história e novos heróis, dos quais todas as pessoas deveriam se orgulhar.
FIGURA MÍTICA: Eis porque conhecemos a sua tradicional figura, de barba grande, cabelo comprido e camisolão, à beira do patíbulo, assemelhada a Jesus Cristo, mas pouco plausível, uma vez que, como militar, o máximo que lhe seria permitido era um discreto bigode. Depois, na prisão, onde passou os últimos três anos de sua vida, os detentos eram obrigados a fazer a barba e cortar os cabelos, a fim de evitar piolhos. Além disso, no momento da execução, todos os condenados à forca deveriam ter a cabeça e a barba raspadas, para que não interferissem no ato fatídico.
IDEAL A SER SEGUIDO: Nada, porém, será capaz de menosprezar ou diminuir a importância da trajetória do nosso Patrono, que tanto lutou para fazer do Brasil uma nação proporcional ao seu imenso território geográfico.
A ”FORTUNA”: É importante observar que a “fortuna” deixada por ele foi: um relógio de bolso e uma sacola com algum instrumental odontológico.
A HERANÇA Porém, a verdadeira herança que ele nos legou foi a sua obsessão pela justiça, pois deixou-nos a mensagem de que o seu sonho e de seus companheiros de ideal pode se tornar realidade. Lutemos por uma Nação sempre íntegra, moderna, livre, com o povo exercendo o seu pleno e consciente poder de cidadania, com a ótima qualidade de vida de que se faz merecedor.
Fontes:
Prof. Olinto Rodrigues dos Santos Filho, do Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural e do Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes (Cidade); www.pt.wikipedia.org; www.colegiosaofrancisco.com.br;
Livro: “Sociedades Secretas” (A. Tenório de Albuquerque);
www.infonet.com.br; www.geocities.com; www.portuguesmania.com.ar;
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Curso sobre Fissuras Lábiopalatinas
Tema: AVALIAÇÃO E TRATAMENTO - ATUALIZAÇÃO E SUPERVISÃO DE CASOS
Carga horária: 70 (setenta) horas
Coordenação: Fonoaudióloga Anelise Sabbag
Promoção: SOBRAPAR - SOCIEDADE BRASILEIRA DE PESQUISA E ASSISTÊNCIA PARA REABILITAÇÃO CRANIOFACIAL
Programa:
• Anatomia e Embriologia da Face
• Classificação das Fissuras Lábio Palatinas
• Diagnóstico Intra-uterino e Acompanhamento Fonoaudiológico
• Protocolos de Avaliação de Fissuras Labiopalatinas
• Genética das Fissuras Labiopalatinas e Anomalias Craniofaciais Relacionadas
• Síndromes Associadas e Outras Anomalias Craniofaciais
• Estratégias para Alimentação em Pacientes Fissurados
• Seqüência de Pierre Robin ( Terapia e Cirurgias)
• Placas Palatinas
• Como as alterações de postura influenciam diretamente nas funções do
Complexo Orofacial, segundo o Conceito Castillo Morales
• Perfil Audiológico em Pacientes Portadores de Fissura Labiopalatina
• Fissuras Submucosas: Sinais Clínicos, Diagnósticos e Intervenções
• Aspectos Interdisciplinares da reabilitação
• Disfunção Velofaríngea
• Erros Obrigatórios e Compensatórios de Fala
• Avaliação Objetiva e Subjetiva da Função Velofaríngea
• Fonoterapia x Cirurgia
• Etapas e Condutas Terapêuticas
• Discussão de Vídeos de Nasovideofaringoscopia
• Avanços Científicos no Tratamento de Fissura Labiopalatina
• Apresentação de Casos Clínicos, Discussão e Supervisão
Duração: Abril a outubro de 2009
Periodicidade: 01 Sábado por mês
Número de Módulos: 07 (Sete)
Horário: 08 às 17 horas
Investimento: - Inscrição: R$ 50,00 - Mensalidade: 7 x de R$ 175,00 (profissionais) - 7 x de R$ 145,00 (estudantes)
Informações e Inscrições:
anesabbag@terra.com.br ou fonoaudiologia@sobrapar.org.br
Local: SOBRAPAR - AV.ADOLFO LUTZ,100 - CIDADE UNIVERSITÁRIA/UNICAMP - CAMPINAS/SP
VAGAS LIMITADAS!
Objetivo: As fissuras labiopalatinas estão entre as anomalias faciais mais comumente encontradas, e cada vez mais o papel do fonoaudiólogo é reconhecido como fundamental para a reabilitação global destes indivíduos. Assim, nosso objetivo é capacitar o aluno sobre como avaliar e propor a terapia fonoaudiológica adequada nas diversas anomalias craniofaciais, através de um raciocínio lógico e funcional, considerando que as alterações corporais e também posturais em geral influenciam diretamente nas ações do Complexo Orofacial.
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Carga horária: 70 (setenta) horas
Coordenação: Fonoaudióloga Anelise Sabbag
Promoção: SOBRAPAR - SOCIEDADE BRASILEIRA DE PESQUISA E ASSISTÊNCIA PARA REABILITAÇÃO CRANIOFACIAL
Programa:
• Anatomia e Embriologia da Face
• Classificação das Fissuras Lábio Palatinas
• Diagnóstico Intra-uterino e Acompanhamento Fonoaudiológico
• Protocolos de Avaliação de Fissuras Labiopalatinas
• Genética das Fissuras Labiopalatinas e Anomalias Craniofaciais Relacionadas
• Síndromes Associadas e Outras Anomalias Craniofaciais
• Estratégias para Alimentação em Pacientes Fissurados
• Seqüência de Pierre Robin ( Terapia e Cirurgias)
• Placas Palatinas
• Como as alterações de postura influenciam diretamente nas funções do
Complexo Orofacial, segundo o Conceito Castillo Morales
• Perfil Audiológico em Pacientes Portadores de Fissura Labiopalatina
• Fissuras Submucosas: Sinais Clínicos, Diagnósticos e Intervenções
• Aspectos Interdisciplinares da reabilitação
• Disfunção Velofaríngea
• Erros Obrigatórios e Compensatórios de Fala
• Avaliação Objetiva e Subjetiva da Função Velofaríngea
• Fonoterapia x Cirurgia
• Etapas e Condutas Terapêuticas
• Discussão de Vídeos de Nasovideofaringoscopia
• Avanços Científicos no Tratamento de Fissura Labiopalatina
• Apresentação de Casos Clínicos, Discussão e Supervisão
Duração: Abril a outubro de 2009
Periodicidade: 01 Sábado por mês
Número de Módulos: 07 (Sete)
Horário: 08 às 17 horas
Investimento: - Inscrição: R$ 50,00 - Mensalidade: 7 x de R$ 175,00 (profissionais) - 7 x de R$ 145,00 (estudantes)
Informações e Inscrições:
anesabbag@terra.com.br ou fonoaudiologia@sobrapar.org.br
Local: SOBRAPAR - AV.ADOLFO LUTZ,100 - CIDADE UNIVERSITÁRIA/UNICAMP - CAMPINAS/SP
VAGAS LIMITADAS!
Objetivo: As fissuras labiopalatinas estão entre as anomalias faciais mais comumente encontradas, e cada vez mais o papel do fonoaudiólogo é reconhecido como fundamental para a reabilitação global destes indivíduos. Assim, nosso objetivo é capacitar o aluno sobre como avaliar e propor a terapia fonoaudiológica adequada nas diversas anomalias craniofaciais, através de um raciocínio lógico e funcional, considerando que as alterações corporais e também posturais em geral influenciam diretamente nas ações do Complexo Orofacial.
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terça-feira, 17 de março de 2009
Artigo muito interessante!
Avanços da Medicina *
Li com muito interesse a matéria intitulada Cirurgia inédita devolve chance de criança andar, publicada no Correio Popular de domingo, 08/03/2009, sobre a menina portadora de uma deficiência congênita nos membros inferiores e que será submetida a cirurgia de alongamento ósseo gradual de uma das pernas.
Ficou claro a todos os leitores que a técnica inovadora realizada na PUC-Campinas consiste na preparação dos tecidos musculares, ligamentares e ósseos para a cirurgia óssea definitiva que aumentará o comprimento do membro acometido.
A história da cirurgia do alongamento de ósseo gradual é realmente muito interessante. Esta técnica foi criada por um ortopedista russo chamado Ilizarov que, na década de 50, trabalhava na Sibéria tratando os pacientes vítimas de fratura dos membros durante a Segunda Guerra Mundial.
Ele utilizava fixadores externos em formato de anel para garantir a consolidação do osso fraturado. Ilizarov observou em um dos pacientes que a mobilização acidental dos segmentos metálicos dos fixadores externos provocou o crescimento ósseo no meio da fratura.
Baseado nesta observação, desenvolveu a técnica de alongamento ósseo gradual. Grandes descobertas da medicina foram, sem dúvida, conseqüências de um grande processo observacional associado a uma dose de acaso.
Na década de 50, 60 e 70, o mundo passou por um contexto de Guerra Fria e isolamento, portanto as grandes contribuições de Ilizarov chegaram ao mundo ocidental somente na década de 80. A influência de Ilizarov transcendeu continentes e especialidades.
No final da década de 80, o cirurgião plástico americano Joseph McCarthy adaptou a técnica de Ilizarov para a mandíbula de cachorros e observou que os pacientes que nasciam sem mandíbula poderiam ter tratamento e se beneficiar muito com esta técnica cirúrgica. No final da década de 80, Cássio Menezes Raposo do Amaral, fundador da Sobrapar, foi a Nova York para conhecer o professor Ilizarov, que ministrava um curso sobre alongamento ósseo gradual.
Após uma viagem de 15 dias, o professor Cássio voltou extremamente motivado e confiante de que a técnica de Ilizarov teria uma grande aplicação clínica para os pacientes portadores de deformidades craniofaciais, como Síndrome de Crouzon e Apert. Em 1994, o cirurgião plástico brasileiro realizou a 1ª cirurgia do mundo de avanço da face utilizando a técnica de Ilizarov com os aparelhos criados por ele, e confeccionados artesanalmente por Nelson Bolzani, da Unicamp.
Suas observações foram publicadas em revista médica internacional e este trabalho foi eleito o principal trabalho clínico daquele ano.
É realmente muito interessante observar como apenas uma pessoa pode influenciar positivamente tantas gerações.
Hoje, a técnica de Ilizarov ganha modificações e aperfeiçoamento como as sugeridas pelo dr. Zabeu.
A técnica de alongamento ósseo gradual criada por Ilizarov foi, sem dúvida, a semente pioneira do que chamamos hoje de engenharia de tecidos, uma área multidisciplinar da ciência que se transformou na esperança de cura para muitos pacientes com deformidade congênitas e adquiridas.
* - Dr. Cássio Eduardo Raposo do Amaral - Cirurgião Plástico e Vice-Presidente do Hospital da SOBRAPAR - Publicada em 11/3/2009, no “Diário Popular” em “Opinião”
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Li com muito interesse a matéria intitulada Cirurgia inédita devolve chance de criança andar, publicada no Correio Popular de domingo, 08/03/2009, sobre a menina portadora de uma deficiência congênita nos membros inferiores e que será submetida a cirurgia de alongamento ósseo gradual de uma das pernas.
Ficou claro a todos os leitores que a técnica inovadora realizada na PUC-Campinas consiste na preparação dos tecidos musculares, ligamentares e ósseos para a cirurgia óssea definitiva que aumentará o comprimento do membro acometido.
A história da cirurgia do alongamento de ósseo gradual é realmente muito interessante. Esta técnica foi criada por um ortopedista russo chamado Ilizarov que, na década de 50, trabalhava na Sibéria tratando os pacientes vítimas de fratura dos membros durante a Segunda Guerra Mundial.
Ele utilizava fixadores externos em formato de anel para garantir a consolidação do osso fraturado. Ilizarov observou em um dos pacientes que a mobilização acidental dos segmentos metálicos dos fixadores externos provocou o crescimento ósseo no meio da fratura.
Baseado nesta observação, desenvolveu a técnica de alongamento ósseo gradual. Grandes descobertas da medicina foram, sem dúvida, conseqüências de um grande processo observacional associado a uma dose de acaso.
Na década de 50, 60 e 70, o mundo passou por um contexto de Guerra Fria e isolamento, portanto as grandes contribuições de Ilizarov chegaram ao mundo ocidental somente na década de 80. A influência de Ilizarov transcendeu continentes e especialidades.
No final da década de 80, o cirurgião plástico americano Joseph McCarthy adaptou a técnica de Ilizarov para a mandíbula de cachorros e observou que os pacientes que nasciam sem mandíbula poderiam ter tratamento e se beneficiar muito com esta técnica cirúrgica. No final da década de 80, Cássio Menezes Raposo do Amaral, fundador da Sobrapar, foi a Nova York para conhecer o professor Ilizarov, que ministrava um curso sobre alongamento ósseo gradual.
Após uma viagem de 15 dias, o professor Cássio voltou extremamente motivado e confiante de que a técnica de Ilizarov teria uma grande aplicação clínica para os pacientes portadores de deformidades craniofaciais, como Síndrome de Crouzon e Apert. Em 1994, o cirurgião plástico brasileiro realizou a 1ª cirurgia do mundo de avanço da face utilizando a técnica de Ilizarov com os aparelhos criados por ele, e confeccionados artesanalmente por Nelson Bolzani, da Unicamp.
Suas observações foram publicadas em revista médica internacional e este trabalho foi eleito o principal trabalho clínico daquele ano.
É realmente muito interessante observar como apenas uma pessoa pode influenciar positivamente tantas gerações.
Hoje, a técnica de Ilizarov ganha modificações e aperfeiçoamento como as sugeridas pelo dr. Zabeu.
A técnica de alongamento ósseo gradual criada por Ilizarov foi, sem dúvida, a semente pioneira do que chamamos hoje de engenharia de tecidos, uma área multidisciplinar da ciência que se transformou na esperança de cura para muitos pacientes com deformidade congênitas e adquiridas.
* - Dr. Cássio Eduardo Raposo do Amaral - Cirurgião Plástico e Vice-Presidente do Hospital da SOBRAPAR - Publicada em 11/3/2009, no “Diário Popular” em “Opinião”
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Divulgação de Notas Prévias
Revista da Academia Brasileira de Odontologia
________________________________________
Em tempos passados, quando os pesquisadores da Odontologia eram relativamente poucos, nos sobrava espaço nas revistas impressas.
Naquele então, publicavam-se Notas Prévias não só para garantir a autoria, mais para colher informações e, sobretudo, bibliografia que na época era difícil reunir.
Depois, maravilhosamente, o nível científico da Odontologia subiu e as revistas deixaram de ter interesse em informações preliminares, passaram a ocupar espaço com temas completos e de maior interesse.
É hora de mais uma vez reverter o processo. Há espaço nas Revistas Virtuais e - o que era duvidoso inicialmente pela facilidade de modificar - agora com o Certificado Digital (CDg) é inquestionavelmente válido e há sim a necessidade de garantir a primazia com o assunto.
Assim, a Revista Virtual da Academia Brasileira de Odontologia (AcBO) abre espaço, para a comunidade científica da Odontologia divulgar Notas Prévias devidamente autenticadas com Certificado Digital de Chaves Públicas Brasileira (IPC-Brasil).
A autenticação com Certificado Digital será feita pela AcBO.
Não haverá custos nem limitações de espaço. Porém, deve-se respeitar a tradição de que Nota Prévia (NP) é um resumo preliminar sucinto do que se propõe fazer.
Sabe-se que algumas coisas, do pretendido inicialmente, podem sofrer modificações no andamento do trabalho e não é prudente entrar em detalhes na NP.
Mais informações:
www.acbo.org.br/revista
cleber@cleber.com.br (Webmaster e Editor) - Dr. Cléber Bidegain Pereira
____________________________________________________________________________________
Esta é mais uma postagem da Associação Brasileira de Fissuras Palatinas
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Em tempos passados, quando os pesquisadores da Odontologia eram relativamente poucos, nos sobrava espaço nas revistas impressas.
Naquele então, publicavam-se Notas Prévias não só para garantir a autoria, mais para colher informações e, sobretudo, bibliografia que na época era difícil reunir.
Depois, maravilhosamente, o nível científico da Odontologia subiu e as revistas deixaram de ter interesse em informações preliminares, passaram a ocupar espaço com temas completos e de maior interesse.
É hora de mais uma vez reverter o processo. Há espaço nas Revistas Virtuais e - o que era duvidoso inicialmente pela facilidade de modificar - agora com o Certificado Digital (CDg) é inquestionavelmente válido e há sim a necessidade de garantir a primazia com o assunto.
Assim, a Revista Virtual da Academia Brasileira de Odontologia (AcBO) abre espaço, para a comunidade científica da Odontologia divulgar Notas Prévias devidamente autenticadas com Certificado Digital de Chaves Públicas Brasileira (IPC-Brasil).
A autenticação com Certificado Digital será feita pela AcBO.
Não haverá custos nem limitações de espaço. Porém, deve-se respeitar a tradição de que Nota Prévia (NP) é um resumo preliminar sucinto do que se propõe fazer.
Sabe-se que algumas coisas, do pretendido inicialmente, podem sofrer modificações no andamento do trabalho e não é prudente entrar em detalhes na NP.
Mais informações:
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cleber@cleber.com.br (Webmaster e Editor) - Dr. Cléber Bidegain Pereira
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
“Smile Pinki” venceu Oscar de melhor curta-documentário

O Oscar deste ano de melhor curta-documentário ficou com 'Smile Pinki', sobre uma garota com lábio leporino, de Megan Mylan (Americana).
Mylan destacou o fato de estar no teatro Kodak com todos os atores presentes, contar uma história que emocione e ter a família ao seu lado.
Ela agradeceu aos fotógrafos, aos produtores, e disse que a mesma magia dos filmes acontece com as crianças com lábios leporinos no mundo todo.
Fonte: Teresa Ribeiro - blog.estadao.com.br
Imprensa indiana comemorou
Além do filme de longa metragem “Quem Quer Ser um Milionário?”, a imprensa indiana também destacou o filme “Smile Pinki”, que ganhou o Oscar de melhor documentário. Dirigido pela americana Megan Mylan, Smile Pinki conta a história de uma menina pobre da zona rural da Índia que recebe ajuda internacional (“Smile Train”) para uma cirurgia de correção de lábio leporino.
Fonte: Daniel Gallas - Enviado especial da BBC Brasil a Nova Délhi - www.bbc.co.uk/portuguese/cultura
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